sexta-feira, 18 de novembro de 2016

"Passado perdido"


Mais uma tarde de verão com sol forte do tipo que deixa as pessoas sonolentas e preguiçosas. Um jovem parece ser exceção à regra, pois apesar do calor segue andando a passos largos. Em um terno caprichado, leva uma pasta preta na mão. Para um instante e tirando do bolso um lenço enxuga o suor insistente que desce pelo rosto. Nessas horas vê-se obrigado a reconhecer que a vida de vendedor realmente não é fácil, mesmo quando se tem a chance de viajar por várias cidades do país.
Antônio Carlos ou Toninho, como gosta de ser chamado, é sem dúvida um vendedor nato. Adora essa vida de andanças já que para ele é uma forma de não pensar no passado. Passado sombrio e cheio de mistério que ele nunca revelou a ninguém nem mesmo para o homem que o criou desde a adolescência e que apesar de achar estranhos os pesadelos horríveis que assombrava as noites do menino, nunca lhe pressionara a contar seus segredos de infância.
Os pesadelos se foram com o tempo e o amigo também, ficando Toninho mais uma vez sozinho no mundo. Resolveu então aceitar o emprego de representante comercial de uma pequena firma de produtos eletrônicos e, há cerca de oito anos vem de cidade em cidade, ano após ano, tentado apagar as lembranças amargas da mente e do coração.
Além-paraíso, é uma pequena cidade do interior de Minas Gerais que Toninho ainda não conhece. Encanta-se com a praça grande e arborizada. Faz uma parada para checar o endereço do hotel onde foi feita sua reserva e fica satisfeito com a vizinhança. Sobe a escada e toca a campainha. Ninguém atende. Tenta mais uma, duas, três vezes e nada. Já está desistindo quando uma moça aparece por uma porta lateral, se aproxima de um antigo balcão de recepção e quase sem fôlego se desculpa:
-Desculpe senhor!  É que estou sozinha no hotel e não tem noção de como estou correndo...
-Quer dizer, sozinha, sozinha não. Tem a Benedita e a Margarida, mas...
-Tudo bem moça só preciso confirmar minha reserva, ir para meu quarto e, se possível, descansar um pouco.
Ele a corta já irritado com a demora. A moça aparentemente não percebe sua irritação e continua:
-Então o senhor é um turista que veio para a festa da padroeira? Pois te garanto que vai adorar a nossa cidade é muito...        
-Moça só me dê a chave do quarto está bem? E pode deixar que eu encontro sozinho...
Encabulada com o tom rude do hóspede, ela confirma rapidamente seus dados e faz questão de acompanhá-lo ao quarto que fica no segundo andar do prédio.
-É aqui senhor Antônio Carlos. Servimos o café da manhã no terraço, logo ali naquela porta no final do corredor, á partir das sete horas da manhã. Espero que tenha uma boa estadia.
Toninho sente necessidade de se desculpar por seu modo rude:
-Me desculpe, estou um pouco cansado da viagem, que foi incômoda por causa desse calor infernal, e já que vou permanecer aqui por alguns dias vamos deixar de formalidades.
Diz estendendo-lhe a mão:
-Pode me chamar de Toninho, é como todos me chamam.
Ela se volta para o rapaz com um sorriso radiante, já esquecida de sua falta de paciência, e retribui o cumprimento:
-Tudo bem Toninho, meu nome é Mônica, seja bem vindo mais uma vez!
O rapaz nunca se sentira tão perturbado com um simples sorriso.
Ele a vê se retirar do mesmo modo apressado, e tem um pressentimento de que algo está por acontecer. E antes de tomar um banho e descansar pelo resto do dia, a última coisa que lhe veio à mente foi o belo sorriso de Mônica.


Hospital de pronto socorro João XXIII, um dos mais bem equipados do Brasil. No momento está com uma superlotação devido um gravíssimo acidente ocorrido no fim de semana. Na enfermaria um homem branco aparentando uns 30 anos aguarda uma transferência do seu convênio. No momento em que a irmã de caridade passa pelo seu leito percebe uma movimentação na cama.
             O paciente do leito sete, quarto 52 em coma a pelo menos duas semanas, acordou.  Uma grata surpresa para a freira que faz trabalho voluntário no hospital e tem muita piedade daquele homem que ao abrir os olhos, abruptamente faz a senhora sair em disparada procurando o médico.
-Doutor... Enfermeira rápido, o paciente do leito 52 acordou!
Médico e enfermeiros entram correndo no quarto; o médico examina e pergunta ao paciente se sabe o que aconteceu, se ele tem noção dos seus ferimentos;
-Sim doutor! Sei que nasci de novo e tenho uma chance de recomeçar.
Dirige-se a irmã e num fio de voz lhe pede um favor:
-Irmã será que poderia fazer uma ligação para mim?
-Claro meu filho, onde esta o número? –Prontifica-se na mesma hora a religiosa.
-Está em meus pertences sob o nome de Dr. Rubens, diga que o Jéferson precisa lhe falar com urgência.
Enquanto aguarda, ele se submete a alguns exames e pensa no acidente e em tudo que aconteceu. Não sabe se foi sonho, imaginação ou qualquer coisa que o valha, mas agora mais do que nunca ele quer viver, quer resolver seu passado. Sair em busca dos companheiros perdidos há tanto tempo.
-Meu Deus quanto sofrimento! Mas agora tenho um sentido para minha vida, e eu vou encontrá-los!
Adormece exausto pelas últimas emoções. Algumas horas depois, Dr. Rubens, advogado jovem e promissor, especialista em informática, se encontra com o paciente e ouve as recomendações da enfermeira:
-Ele não pode se cansar muito, pois ainda está fraco; portanto seja breve. Só foi permitida esta visita porque está agitado e insistiu bastante.
Dando uma piscadela para Jéferson ele diz fazendo continência:
-Sim senhora, deixa comigo, a senhora que manda! -e após sua saída relutante ele comenta brincalhão:
-Acho que ela tem uma quedinha por você. Aliás, mais cedo ou mais tarde todas as mulheres acabam se apaixonando por você, parece que tem mel...
-Ora deixe de bobagens Rubens, preciso da sua ajuda agora mais do que nunca. Sobre aquele assunto...    
-Você sofreu um terrível acidente, cara. Seu carro despencou de um barranco, você quase morreu. Não desperdice sua vida. Bola pra frente...  
-Você não entende, eu já expliquei várias vezes. Eu preciso resolver isso!
Vendo o sofrimento que esse assunto sempre traz a Jéferson, Rubens tira alguns papeis da pasta.  
-Aqui está! Enquanto você descansava aqui na mordomia, eu trabalhei como um louco nestas duas semanas.
-Não acredito! -Jéferson exclama aliviado e ao mesmo tempo, impressionado com o amigo.
-Como você conseguiu?                  
-Já disse, trabalhei como um escravo nestes dias e você aqui com enfermeira bonitona e tudo...    
Jéferson se rende ao bom humor de Rubens:
-Rubens, você não existe! Muito obrigado, muito obrigado mesmo.
   -E agora o que vai fazer? Taí. O endereço da Maria Luísa Fontes Almeida, nome de solteira, hoje ela assina fontes Brestes, que é o de casada.
-Como você conseguiu as informações? Faz anos que eu tento e nada!              
-Internet meu amigo e um pouquinho de sorte também. Sabe aquelas fotos da festa de fim ano da empresa? Você viu uma jovem de olhar triste em uma das mesas e achou familiar, lembra?              
Jéferson se anima.
-Claro que sim, mas você disse que era loucura, não acreditou em mim.      
-Eu sei, mas quando sofreu o acidente eu quis fazer alguma algo por essa obsessão, para você acordar e ter alguma coisa concreta. E tinha de começar de algum lugar. Investiguei a fundo começando pelas fotos.
Emocionado, Jéferson não tem palavras para expressar seu agradecimento.
-Puxa Rubens, não imagina como isso é importante para mim. Obrigado, obrigado...                    
-Não! Para. Não vai começar a chorar. Tem uma coisa que não suporto é ver homem chorando. –E vai explicando como conseguiu chegar a solução do problema:
-É aí que a entra a internet, esse meio maravilhoso de comunicação mundial.          
É interrompido por um acesso de tosse ainda fraca do paciente.
-Não posso tossir me dói tudo!
Rubens ajuda o amigo levantando um pouco a cama.
-Calma. Melhorou?                                    
-Sim. Por favor, continue.
-A primeira coisa que eu fiz foi pesquisar sobre o cara da foto, Dr. Alberto Brestes. Um advogado gente boa, bacana mesmo. Trabalha em outro setor da empresa por isso tenho pouco ou nenhum contato com ele. Descobri que o nome da mulher dele é Maria Luísa, coincidência ou não é o mesmo da sua amiga de infância, a Malú, então fui mais a fundo. Pesquisei sobre a própria e pasme meu amigo: não existe nada, nada...
-Como assim? Então como você sabe que é a Malú, a minha Malú?
-Aí que está! Assim como você e os outros, ela não tem passado, não existe nada sobre a infância ou adolescência dela.
-Então você chegou à conclusão que pode ser ela. Pode ser a Maria Luísa que eu procuro.
-Isso mesmo! Entrei em contato com o Alberto, decidi ser bem honesto e funcionou. Ele não sabe nada sobre o passado de dela e é muito apaixonado pela mulher, mas existe uma barreira que não consegue transpor, então você é uma esperança para ele. Quer te vê o mais rápido possível.
Jéferson tenta se levantar da cama no mesmo momento e é impedido pelo amigo.
-Que é isso? Você está maluco?
 A enfermeira entra para dar a medicação e fica muito brava ao vê-lo tentar se levantar:
-Senhor Jéferson, de jeito nenhum vai se levantar dessa cama. E o senhor, por favor, já chega!  Eu disse que a visita seria curta e já excedeu e muito o tempo.
-Tudo bem. Vou acertar o encontro com o Alberto e a gente se fala. -Ele vai se levantando e saindo, não sem antes provocar o amigo:
-Ah! Cuidado com essa aí, pois ela está mais pra general do que pra enfermeira.
Jéferson não resiste e dá uma risada fraca que é imediatamente interrompida diante do olhar da enfermeira.
Após a saída de Rubens, Jéferson se põe a pensar. Finalmente após tantos anos ele vai encontrar uma pista verdadeira? Será um golpe de sorte, e não perderá nada em tentar. Tudo graças ao empenho do amigo. Os dois se conhecem a tanto tempo, quem diria que um moleque levado daquele jeito seria um ótimo advogado?
Os dois foram acolhidos na fundação “Casa de Deus.” Entraram em épocas diferentes, mas logo se tornaram amigos. a fundação era dirigida por um padre no centro da capital, recebia crianças e adolescente em situação de risco ou seja, que estivessem perdidos pela cidade ou sofressem maus tratos em casa. Jéferson foi recolhido numa noite de chuva juntamente com outras crianças, em um ano que o frio foi intenso, e nunca mais saiu de lá. Estudou e continuou como monitor.
Diferente dele, Rubens que não conheceu as ruas e seus perigos, veio de um lar desfeito onde sofria abusos de toda espécie. Ficou na fundação até recuperar a saúde mental e física. Trabalhou, estudou e se graduou em direito, trabalha numa grande empresa sem nunca se esquecer de ajudar os amigos dessa instituição que fez muito por eles e por outros jovens. E hoje ela se transformou em uma ONG que continua com um trabalho voltado a cursos e assistência psicológica e jurídica para jovens carentes.
Jéferson nunca formou família, não consegue superar o que lhe aconteceu há 15 anos. Foi nesta mesma época do ano, começo das férias de julho que tudo começou um começo que até hoje não teve fim...


segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Os sonhos são para serem sonhados e as metas alcançadas...

O sonho não pode acabar nunca, jamais. Pode adormecer, ficar um tempo esquecido, mas acabar, jamais. Os tempos mudam, as opiniões também, mas os sonhos são características  dos seres humanos. A vida muda, umas flores murcham, outras nascem, mas o sonho permanece.
e ele só muda de faixa quando se realiza, para então nascerem outros, mas acabar, nunca. Quando o Homem deixar de sonhar ele morre, pois com ele morre a inspiração.
Os sonhos são tesouros escondidos na mente, prontos para serem achados‼

sábado, 12 de novembro de 2016

Nos caminhos da vida nos deparamos com todo tipo de pessoas. Ainda em 2013 um membro da minha família começou a se relacionar com várias pessoas pela internet em sites de amizades e namoros.
Um desses relacionamentos acabou vingando e então uma moça veio de um estado distante com a cara e a coragem em busca do amor da sua vida. Logo imaginei que daí poderia sair um bom enredo para uma história.
Comecei um esboço que veio a se transformar em uma história linda. “Perfil” é bem diferente da história real na qual tirei a primeira ideia. É claro que a ficção tende a ser bem melhor que a realidade, e nesse caso não foi diferente. A ideia de a protagonista sair da sua terra natal para ir ao encontro de um ‘amigo’ virtual em busca de refúgio tornou tudo bem dinâmico e interessante.

Além disso, ainda são narradas as manifestações que ocorreram no Brasil, principalmente em Belo Horizonte, durante a copa das confederações na qual saímos campeões e em nada nos prepararam para o vexame da semifinal da copa do mundo, que por sinal aconteceu também em BH.
E o final pode ser ou não feliz, mas tudo bem. Na vida real não foi, mas ficção é ficção e vale a pena pagar para ver, ou melhor, para ler.



sexta-feira, 11 de novembro de 2016

2012 foi o ano da retomada.  Decidida a fazer uma boa revisão depois de quinze anos de espera e é claro uma renovação, pois hoje o mundo é bem diferente e as tecnologias inexistentes naquela época, é atualmente a melhor aliada da escrita e do escritor.
capa atual 
Assim “Os Companheiros Perdidos” ganhou uma repaginada com todas as atualizações possíveis. Esse livro nasceu da forma que expliquei acima, simplesmente acordei um belo dia com ele na cabeça.
Claro que o primeiro rascunho era bastante amador, com alguns furos de coesão, mas os poucos que leram gostaram e ele ganhou até uma versão em formato livreto que tenho até hoje. E o livro atual tem novos personagens, nova postura geral dos protagonistas e até um novo título, “Passado Perdido”, mas a essência é totalmente a mesma daquele dia em que acordei e me transformei em ESCRITORA
capa antiga
Passei exatos quinze anos, como na trama, esperando para me aproximar dos meus sonhos, que hoje se transformou em meta. Cada personagem tem um valor especial, e mesmo que depois deles vieram e virão outros esses me transformaram.
A história é objetiva e intrigante e até mesmo quando eu conto casualmente a sinopse rápida ela chama a atenção. E lendo, é envolvente e cativante. Não é melodramática, mas tem sentimento, realidade e amor.

O título precisou ser mudado para trazer à baila uma atitude mais adulta e moderna, é uma leitura para qualquer idade sem subterfúgios, e tenho certeza que o final surpreenderá. 
Desde a mais tenra idade fui apresentada aos livros. A timidez me jogou direto nos braços da boa leitura, mas conseguir bons livros nunca foi fácil.
Por outro lado isso proporcionou minha formação eclética. Leio de tudo! No início era mais fácil obter emprestados os livros da famosa “coleção vaga-lume”, depois os romances Júlia, Sabrina e Bianca.
Passeei pela autoajuda, pelos religiosos, fantásticos etc. Best-Sellers era raridade, Porém as bibliotecas escolares e depois as públicas municipais das cidades onde morei forneceram bastantes combustíveis para meu fogo literário.
Enfim, acordei um dia com minha casa de pernas para o ar, com três crianças pequenas e uma ideia pronta e resolvida na cabeça. Quase enlouqueci, pois sem tempo e oportunidade para passar para o papel a ideia persistia e com o tempo só aumentava.
Levando-se em conta que isso já tem uns vinte anos, dá para imaginar que não existiam essas modernidades de hoje, eu não tinha sequer uma máquina de escrever, muito menos um computador. 

Consegui aos trancos e barrancos colocar a coisa toda no papel, escrevendo tudo à mão quando minha querida vizinha me emprestou sua máquina de escrever ‘Olivetti’ portátil.

Até que eu datilografava bem, mas demorou uma eternidade para conseguir passar todo o texto para o manuscrito datilografado. E com tantos erros... Máquina de escrever não tem a tecla ‘delete’, que era até difícil a compreensão.
A leitura me ajudou na passagem pela adolescência, mas o teatro amador foi minha salvação. Atuar e escrever textos para as peças foi meu primeiro aprendizado na área da escrita. E é o que me conceitua hoje nos meus textos.
Sofrer todo mundo sofre e ninguém passa pela vida imune às dores do mundo, a diferença está na forma como cada um reage aos acontecimentos. Um casamento ruim, filhos pequenos para cuidar, diversidades do dia a dia para superar e a vontade de ser escritora foi se esvaindo de mim.
A história continuou lá, mas minha vida se modificou sempre e muito. Foram precisos muitos anos de aperfeiçoamentos, alegrias, tristezas, conformismo e reviravoltas para que eu resgatasse a “história”.



segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Algumas dessas editoras gráficas (ou gráficas editoras) também promovem uma parceria com o autor. Editam e distribuem o seu original deixando por conta do autor a venda de 100 exemplares, além da organização e custos de uma noite de autógrafo onde se espera que ocorra a venda desses 100 exemplares.
Parece até um bom negócio, mas se levarmos em conta que nessa fase o autor não ganha nada e ainda tem que arcar com vários custos da noite de autógrafos e a responsabilidade de vender os livros pendentes se por acaso não tenha amigos e parentes suficientes para comprar tudo de primeira. 
 Escrever por amor é o mesmo que lecionar por vocação. O mínimo que se espera dessa profissão é o reconhecimento.
Tenho orgulho de dizer sou “escritora” sim, mas quero mais que reconhecimento por todas essas tarefas que é escrever, editar e distribuir um livro.
Quero ser LIDA.












sábado, 5 de novembro de 2016

Escrever um livro é relativamente fácil. Basta ter uma boa ideia, tempo e disponibilidade de trabalha-la. O difícil é a etapa seguinte. Corrigir, corrigir de novo, corrigir mais uma vez e por último fazer uma correção.
Diagramar, escolher a capa e depois dá mais uma corrigida. Até aí beleza, o desgaste é relativamente amenizado pelo fato de se ver o sonho tomar forma.
E é aí que a realidade se confunde com um pesadelo na hora de tentar a publicação. Hoje pelo menos, existem mais opções, mas nem por isso o processo é menos doloroso ou menos difícil.  
 A auto publicação dá a possibilidade para quem tem dinheiro para bancar o sonho, só é preciso escolher uma editora gráfica (ou gráfica editora) com boas referências o que é fundamental para evitar futuras dores de cabeça.

Existem várias que oferecem o pacote completo: revisão, diagramação, capa, distribuição e vendas online, só dependendo do capital, pois quanto mais serviço contratado mais caro sai a conta.
É aí que ‘agarra’ para muita gente (como eu) que não tem o capital disponível para essa empreitada, ficando quase impossível conseguir realizar a façanha de editar o tão sonhado livro.
Participar de Antologias, concurso e promoções de blogs pode até tornar possível a possibilidade de conseguir editar, nem que seja um conto apenas, ou crônica ou mesmo uma pequena tiragem do livro.
Mas, isso é suficiente?











quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Quando digo que sou escritora algumas pessoas riem, outras me olham espantadas e algumas até torcem o nariz.
Preciso afirmar o tempo que não é piada, nem pegadinha. Minha cabeça fervilha de ideias, mal consigo acompanhar o ritmo da minha mente.
Mas dizem que para ser escritor ou escritora, obrigatoriamente é preciso ter um livro editado e devidamente lançado.
Ok. Mas eu me considero escritora desde o momento que a primeira história cruzou minha mente e em poucas horas eu já tinha um livro inteirinho montado com começo, meio e fim.
Deste ponto em diante já se passarem mais de 20 anos, muitas coisas mudaram no mundo, no país e na minha vida, porém a história continua lá. Montada, escrita, revisada...


Aguardo o momento de me tornar uma escritora de fato. Talento para a escrita eu acredito que tenho, então resolvi lapidar essa joia rara da melhor forma possível: Estudando!  
E correr atrás de aprimoramento. Ler muito, muito mesmo todo tipo de Literatura. A faculdade tem me mostrado todo o lado teórico para que a prática melhore com as técnicas, mas o importante mesmo é não perder o coração, a emoção do primeiro contato com a ideia, do primeiro rascunho...
Mesmo porque depois do rascunho, vem um monte de ideias, de sinais, de lembranças verídicas ou não, que a gente tenta passar para o papel.
Nem tudo é aproveitável, é aceitável ou usável, mas esse é o papel do escritor: Escrever!
Depois disso é quem vem o pior...  (continua)

Essa é uma das capas "testes"