terça-feira, 24 de novembro de 2015

A essência da vida


Cada pessoa é o que é independente da sua vida e de suas escolhas.
Às vezes não conhecemos alguém muito bem e não temos um convívio ou apenas nos afastamos por algum motivo no decorrer da vida.
Mas quando fazemos contato, começamos uma amizade ou a simples lembrança da pessoa entramos em conexão com ela e percebemos que independente das escolhas que fazemos na vida permanecemos com a essência.
E mesmo quando escolhemos caminhos errados em vida, Deus sempre nos juntará na morte. 

domingo, 8 de novembro de 2015

Semanas após semanas, acordo me sentindo sufocada, angustiada. Esse calor que não passa. Essa chuva que não vem. Sinto sua falta e tudo o mais me irrita.
Imaginar-te em outros braços, entre outros lençóis, em volta de outro amor. Dói-me.  E essa dor física me corrói por dentro. A doce lembrança do seu perfume me dá enjoo, ânsia de vômito.
Quero vomitar você de dentro de mim. Tirar cada pedacinho. Cada lembrança. Esse sentimento me arranca do torpor, do sonho. Acordo na realidade de não te ter mais aqui.
Satisfaço-me com a saudade. Vou dormir. Talvez acordar mais tarde, talvez não. De tudo só uma única certeza: Amarei-te ainda pela manhã.


sábado, 31 de outubro de 2015

Somos sete, eventualmente este número aumenta com presença de outras pessoas. Isto mesmo. Sou separada (aguardando a homologação do divórcio), vivo com seis filhos e um cachorro.
Convivo com crianças, adolescentes, jovens e adultos e mesmo que a mentalidade seja parecida, existem diferenças e cada um deles tem uma personalidade. São três mais velhos, que nasceram com diferença de dois anos entre eles, era uma trabalheira danada.
Morávamos no lote dos meus sogros, juntamente com mais três famílias, dando um total de cinco casas. Muitas crianças e adultos juntos e é claro sempre havia conflitos.
Meu maior sonho sempre foi comprar um lote e construir uma casa. Apartamento ou casa pronta não fazia parte desse sonho. E no meio do caminho apareceram pedras (parafraseando o poeta) na verdade nesse caso foram muitas pedras e mais três filhos (esses não foram pedras, mas sim luz no meu caminho).
Entre as dificuldades a principal sempre foi a falta de dinheiro. É claro que acredito que dinheiro não traz felicidade ou que seja tudo na vida, pois quem tem saúde e fé corre atrás, mas cá entre nós, quanto mais eu corro atrás do dinheiro mais ele dispara na minha frente.
Tomar conta de uma casa com seis filhos não é brincadeira, é preciso organização, preparo físico e noções de contabilidade. Sair para trabalhar fora é arriscado, posso perder totalmente o controle doméstico e trabalhar em casa é uma aventura quase sempre suicida.
Não existe momento adequado, não faltam tarefas a serem compridas e não é fácil suportar a chamação:
-Mãe acabou isso!                                  
-Mãe onde está aquilo!
-Mãe, fulano está mexendo comigo!
-Mãe, vou bater nele!
-Mãe ele me bateu!
Dizem que mãe é um nome doce e realmente doce enjoa!


segunda-feira, 12 de outubro de 2015

                                  Sofrimento

Sinto minha vida se esvaindo de mim. Não tenho forças para lutar. A todo o momento sinto ânsia de vômito, e junto com ela vem a consciência de que não consigo lutar contra vício. É mais forte que minha vontade de viver, ou melhor, de sobreviver.
Sempre fui muito bonita, loira de olhos azuis, cabelos lisos e sedosos que chamavam a atenção em qualquer lugar. Sempre tive uma convivência difícil com minha mãe, acho que a beleza de uma filha jovem e atraente prejudicou a relação entre mãe e filha, quando essa mãe acostumada a ter a atenção masculina voltada para si, e de repente a menina magrela e sem sal vai se tornando uma beldade.
Mas logo meu coração é fisgado. Sem muitas opções de vida, me vejo presa a um casamento bom, mas sem emoções. Daí vem os filhos, razão do meu viver. Três bençãos que Deus colocou na minha vida. Amor é palavra fraca para descrever a emoção de tê-los, vê-los crescerem e conviver dia a dia com meus filhos queridos.
A monotonia do casamento aliado aos cuidados de três meninos cheios de energia e vigor me obrigam a tentar novas emoções na bebida. Primeiro aos fins de semana, para acompanhar o marido que gosta de um churrasquinho nas reuniões de amigos e parentes, depois para suportar as constantes viagens a trabalho desse marido cada vez mais distante física e emocionalmente. E por fim ela se torna minha amiga de todas as horas. Companheira inseparável e cruel. Desfaz de uma vez por todas as minhas esperanças de uma vida melhor, de resgatar  meu casamento, minha vida familiar.
Quem no começo era meu companheiro de bebida, quem primeiro me apresentou a ela, se torna de repente meu principal acusador. Defensor da moral e dos bons costumes me abandona à própria sorte. Nem o sofrimento dos filhos, nem minhas súplicas, nada disso o remove de sua decisão. Vai recomeçar a vida ao lado de outra mulher.
E eu, o que faço agora?
Sinto minhas forças se esvaindo de mim. Essa droga de vício! Se não fosse essa dependência, essa fissura... A bebida até poderia me ajudar, me dá coragem para recomeçar. Mas não, ela só me consome. Não sou mais dona dos meus atos. Faço coisas repugnantes. Sei que me tornei frívola, amarga e decadente. Mas não é minha culpa!
Perdi meu bem mais precioso: Meus filhos.
Eles tem asco de mim, me ignoram, não entendem meu amor por eles, minha preferência  pela bebida. É mais forte que eu.
O corpo debilitado, não resiste a um AVC ( acidente vascular cerebral). Todos me abandonaram, só minha fiel amiga ainda me acompanha. Medicamentos e bebidas alcoólicas não podem andar juntos, preciso escolher entre os dois. Meu atual companheiro, com quem divido a casa, a cama e meu vício, sempre escolhe por mim.
Nos últimos dias tenho me preparado para a partida. Estou só. Abandonada por todos. Cada um tem seu compromisso, afinal é véspera de natal e sei que no próximo ano, nessa mesma data, todos se lembraram de mim. Chorarão por mim. Rezarão por mim.
Mas hoje estou só. E sinto muito por estragar os planos e as festas de parentes e antigos amigos, por que hoje, somente hoje, pela última vez serei mais importante que meu vício.

domingo, 11 de outubro de 2015


Se queres mesmo conhecer o caráter de alguém, presta atenção nas atitudes. As palavras? Bem, essas podes deixar de lado.       Adílio dos Santos (Recanto das Letras



quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Quando meus olhos pousaram nos teus, tanto tempo depois, senti um estremecimento.Talvez eu esteja exagerando quando suponho que também tenhas me visto.Acho que não. Mas de qualquer forma eu me surpreendi ao te ver tão bem,tão diferente e ao mesmo tempo, igual.Refiro-me aos teus olhos, pois sabes bem que eles se destacam.Olhos tão lindos. Tão expressivos.Não se modificaram ao me ver, talvez não me reconheceram.Será que mudei tanto assim? Não importa.O importante é que te vi e de novo senti algo que sempre tentei esconder,reprimir e agora sinto de novo, sonho de novo, amo de novo.Será que me perco de novo?

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Não sei se o mundo é bom
mas ele ficou melhor 
quando você chegou  e perguntou
tem lugar para mim?

terça-feira, 22 de setembro de 2015

"Um passo a cada dia e...O caminho se faz."

Caminhar, correr, andar viver, se ver no amanhã sem sombras, sem dor sem jeito para o amor e assim recomeçar...

domingo, 9 de agosto de 2015

 Memórias de uma filha saudosa

Pai, desde muito cedo o perdi, mal tive tempo e te conhecer e te curtir, mas te amei muito e ainda amo.
Olho para sua foto e não consigo me lembrar do seu semblante, mas ao fechar os olhos me lembro de muita coisa que vivi com você nos onze anos que passamos juntos.
As histórias que minha mãe me contava me levavam direto para aqueles anos,  onde eu ainda  bem pequena, recebia de você presentes inusitados como um monte de carrinhos ,que eu, sendo menina não enxergava muita utilidade como brinquedos e isso deixava minha mãe muito brava com você.
Pai lembro-me bem dos passeios que fazíamos com você para a casa dos parentes, em especial um dia de domingo ensolarado que você nos levou até a casa de um primo distante que, orgulhosamente nos conduziu até a construção de sua casa nova. Uma casa enorme de dois andares com uma escada no meio da sala. Até hoje tenho o desejo de ter uma casa parecida, com escada e tudo!
E o dia inesquecível que eu e meu irmão Ronaldo- os dois mais velhos- fomos levados ao seu local de trabalho. Por favor, pai, me desculpe pela vergonha que te fiz passar por não saber usar o telefone, sei que fui motivo de riso para seus amigos, mas também fui motivo de orgulho quando elogiaram minha beleza e esperteza aos sete anos de idade.
 Pai parece que até hoje ouço sua despedida quando saia para o trabalho e ficávamos repetindo:
-tchau pai, vai com Deus!
E repetíamos até não ouvir mais sua voz no final do beco.
A gente morava na favela- hoje conhecida como comunidade- e como éramos felizes!
Sua felicidade com sua prole de quatro filhos, todos pequenos, uma escadinha, era conhecida por todos.
Sua alegria em pagar fotógrafo para registrar seus filhos com a camisa do time do coração- o Atlético- desculpe de novo pai, mas hoje minha torcida é para o rival Cruzeiro, espero que entenda que isso realmente vem do coração.
Lembro-me do dia da sua morte foi sem dúvida
o meu primeiro dia de profunda tristeza e inesquecível para todos.
Sei que lutou bravamente contra o vício, contra o alcoolismo, porém já era tarde demais e seu organismo não suportou a cirurgia.  Sei também que a tristeza foi imensa, foi duro termos sido privados da sua convivência.  Sinto muito pelos meus irmãos mais novos que não tiveram a mesma sorte que eu, pois eram muito pequenos nessa época, mas saiba que te amamos muito e a sua falta foi marcante em nossas vidas.

Vejo hoje que muitos pais não se preocupam em ocupar um espaço na vida dos filhos, mal sabem que estão perdendo preciosos momentos e incríveis lembranças que os filhos poderiam levar para o resto se suas vidas. No nosso caso não houve opção, te perdemos por força maior e eu sempre soube que caso pudesse estar conosco seria um ótimo pai e o pouco tempo de convivência provou isso.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Quando a chuva vem...

A chuva vem e lava tudo
lava a terra, lava o tempo
enche as comportas, que transbordam
e levam embora, todas as horas

Quando a chuva vem, enche o tempo
espanta o sol, foge o calor, chama o amor
e faz supor que tudo será melhor
depois que a chuva passar...

terça-feira, 4 de agosto de 2015


Ler é viajar, transpor o limite entre o real e a imaginação. Mas para descobrir  isso  só Lendo  Realidade ou Vivendo o Imaginário...



quarta-feira, 29 de julho de 2015

Amor é um sentimento único,que envolve e emociona.Que une e engrandece. Que representa um todo dentro do nada e um nada dentro da imensidão

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Neologismo
Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais
funda e mais cotidiana.
Inventei por exemplo, o verbo
Teadorar.
Intransitivo:
Teadoro, teadora.
                           
Manuel Bandeira. Estrela da vida inteira.

sábado, 18 de abril de 2015




Presente de deus
 Tudo o que vejo não me satisfaz, tudo que olho é sem graça, sem cor.
 Somente seu sorriso me cativa.
 Nossos olhos se encontram e meu dia melhora.
 Conto as horas para a missa da manhã começar, conto os dias para o sábado chegar.
 Quero sumir não aparecer por lá, mas meus passos me levam até você. Tenho medo que os outros percebam, faço tudo para disfarçar.
 As amigas comentam suas qualidades, eu procuro enaltecer seus defeitos. Sua beleza é bajulada e eu finjo não me conformar com sua estupidez.
Tenho medo que desconfiem. Tenho medo de te olhar nos olhos. Tenho medo que descubram meu segredo… Nosso segredo.
O padre superior te leva em rédeas curtas, e ainda assim conseguimos alguns momentos a sós.
Meus melhores momentos. Não quero pensar no futuro. Mas só penso no futuro.
Os pensamentos me perseguem. Já nem estudo mais. Já nem consigo comer, acho que na verdade nem vivo mais.
Ou melhor, só vivo para pensar em você, em nós, no futuro que nunca teremos.
Aquela primeira vez na sacristia, o toque das mãos, os olhos nos olhos.
Porque fui me deixar levar pelo seu sorriso? E agora?
Não posso competir com sua vocação. Daqui a poucos anos será um padre.
Não posso e não quero te desvirtuar, te afastar do seu dom.
Por que foi existir essa atração? Não quis assistir a reprise de pássaros feridos. Não posso sofrer a dor da ficção, pois já tenho a minha própria cota de dor real.
Recebi seu bilhete. Não sei se tenho coragem de ir te ver. Não quero ouvir o que tem a me dizer. Mas sei que não resistirei.
Sou fraca, meu Deus, me perdoe, mas será a última vez.
Tenho ânsia de vômito. Sei que vou chorar.
Viro-me para sair, não vou suportar ouvir o que tem a me dizer.
Não espero o abraço, me surpreendo.
Surpreende-me o beijo no cabelo, no rosto, na boca. Se estiver sonhando, não quero acordar nunca mais.
Mas, não! É real. Sua boca na minha.
Sua língua me penetrando.
Nossas lágrimas se confundindo e uma revelação. Não consigo acreditar, está abandonando tudo por mim, por nós.
Deus há de me perdoar, mas minha felicidade é grande demais ao receber o presente enviado por ele!



                                           
SHIRLEI

Com tanta mulher em casa dividindo o mesmo espaço, acredito que isso gera conflitos de personalidade, será falta de uma figura masculina?
Mas falo de homem de verdade, não um protótipo, um sem vergonha qualquer.
A figura de um homem dos sonhos povoa a cabeça de qualquer mulher, seja ela jovem e imatura ou mais vivida, isso não importa. Mas mulher de verdade, capaz de criar sozinha uma família, cuidar de todos, pagar as contas e ainda ser feminina e sonhadora, deve ser também, acredito eu, o sonho de qualquer homem.
Mulher capaz de resistir a dois empregos e todo tipo de problemas domésticos tem que ser forte para dar conta, e Shirlei dá conta, é uma fortaleza.
Mas essa fortaleza por vezes teme desabar. E sim, desaba.
E também levanta (quantas vezes for preciso), dá a volta por cima, sacode a poeira e quem sabe dá uma passadinha no forró? 
E isso aí. Divertir, sorrir, espantar o cansaço, levantar a alto estima, colocar um cabelo de boa qualidade e mostrar para o mundo que está viva.
Os percalços fazem parte da caminhada e nem sempre são ruins. As surpresas podem ser boas e renovar as esperanças, comenta isso mostrando a foto da neta que é tão fofa e esperta. Talvez venha a puxar a avó materna e se assim for não faltará coragem, garra e um toque de feminilidade na rocha.
Digo rocha, pois lembra pedra, e pedra lembra fortaleza, muralha.
Criar filhas sem a ajuda do pai e transformá-las em mulheres decentes e futuras vencedoras é trabalho árduo.
Desculpe-me pelo ‘futura’, como a mãe Shirlei rocha, Shirlei muralha, Shirlei fortaleza, vocês já são vencedoras.
E voltando aos tais homens, lá do começo, eles não sabem o que estão perdendo deixando passar essa mulher.

terça-feira, 14 de abril de 2015




A natureza completa um espírito cheio de amor onde a beleza de uma flor beijada por uma borboleta revela uma prova concreta de carinho e é um elogio a perfeição divina. O coração do ser humano independente de ser homem ou mulher deveria revelar nada mais, nada menos que o amor verdadeiro  do criador pela sua criatura ou vice versa, pois é dessa beleza sem igual que podemos usufruir quando abrimos nossa mente e nossa vida para a perfeita natureza que Deus criou.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Já teve um tempo em que sonhei construir um teatro. Isso mesmo! Um teatro com cadeiras, palco, cortinas e tudo o que tem direito um mega teatro.
Foi uma época inesquecível em que vivi muito ligada ao teatro amador. Escrevia peças atrás de peças.
Êta tempinho bom! Tudo começou com uma parceria com minha prima Bia (Eliana Beatriz), com `Jovens em busca de Jovens' para o grupo JAC da comunidade Nossa Senhora da Ajuda. E depois veio o grupo de teatro 'Corpo em Cena'. Só gente bacana, alta cúpula dos jovens e adolescentes do bairro. Aí na foto tem uma pequena amostra desta turma.
Depois de casada ainda tive participação no Belo-Ita. Um grupo com um pé em BH e outro em Itabira, daí o nome. Para a turma de Itabira emprestei a peça 'A pedrinha mágica'  que foi um grande sucesso, apareceu até no telejornal local. Um luxo! 
Mas nada se compara as nossas tardes de domingo ensaiando 'A paixão de Cristo' na igreja, quem participou, sabe da nostalgia, entende minha saudade... 
Essa convivência, essa alegria, essas amizades e essas lembranças são o que me faz ser a escritora cheia de ideias sou hoje.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

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Dormir,
acordar,sonhar,viver. Compartilhar com você uma coisa tão íntima,tão bela...
Não sei se tenho essa coragem, não sei se você vai me entender. Tudo bem, não vou protelar isso por mais tempo.
Enquanto Companheiros Perdidos não sai do forno,vou te contar um segredo,eu ando traindo por aí com outros tão bons quanto..
Quer me fazer companhia?