segunda-feira, 20 de abril de 2015

Neologismo
Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais
funda e mais cotidiana.
Inventei por exemplo, o verbo
Teadorar.
Intransitivo:
Teadoro, teadora.
                           
Manuel Bandeira. Estrela da vida inteira.

sábado, 18 de abril de 2015




Presente de deus
 Tudo o que vejo não me satisfaz, tudo que olho é sem graça, sem cor.
 Somente seu sorriso me cativa.
 Nossos olhos se encontram e meu dia melhora.
 Conto as horas para a missa da manhã começar, conto os dias para o sábado chegar.
 Quero sumir não aparecer por lá, mas meus passos me levam até você. Tenho medo que os outros percebam, faço tudo para disfarçar.
 As amigas comentam suas qualidades, eu procuro enaltecer seus defeitos. Sua beleza é bajulada e eu finjo não me conformar com sua estupidez.
Tenho medo que desconfiem. Tenho medo de te olhar nos olhos. Tenho medo que descubram meu segredo… Nosso segredo.
O padre superior te leva em rédeas curtas, e ainda assim conseguimos alguns momentos a sós.
Meus melhores momentos. Não quero pensar no futuro. Mas só penso no futuro.
Os pensamentos me perseguem. Já nem estudo mais. Já nem consigo comer, acho que na verdade nem vivo mais.
Ou melhor, só vivo para pensar em você, em nós, no futuro que nunca teremos.
Aquela primeira vez na sacristia, o toque das mãos, os olhos nos olhos.
Porque fui me deixar levar pelo seu sorriso? E agora?
Não posso competir com sua vocação. Daqui a poucos anos será um padre.
Não posso e não quero te desvirtuar, te afastar do seu dom.
Por que foi existir essa atração? Não quis assistir a reprise de pássaros feridos. Não posso sofrer a dor da ficção, pois já tenho a minha própria cota de dor real.
Recebi seu bilhete. Não sei se tenho coragem de ir te ver. Não quero ouvir o que tem a me dizer. Mas sei que não resistirei.
Sou fraca, meu Deus, me perdoe, mas será a última vez.
Tenho ânsia de vômito. Sei que vou chorar.
Viro-me para sair, não vou suportar ouvir o que tem a me dizer.
Não espero o abraço, me surpreendo.
Surpreende-me o beijo no cabelo, no rosto, na boca. Se estiver sonhando, não quero acordar nunca mais.
Mas, não! É real. Sua boca na minha.
Sua língua me penetrando.
Nossas lágrimas se confundindo e uma revelação. Não consigo acreditar, está abandonando tudo por mim, por nós.
Deus há de me perdoar, mas minha felicidade é grande demais ao receber o presente enviado por ele!



                                           
SHIRLEI

Com tanta mulher em casa dividindo o mesmo espaço, acredito que isso gera conflitos de personalidade, será falta de uma figura masculina?
Mas falo de homem de verdade, não um protótipo, um sem vergonha qualquer.
A figura de um homem dos sonhos povoa a cabeça de qualquer mulher, seja ela jovem e imatura ou mais vivida, isso não importa. Mas mulher de verdade, capaz de criar sozinha uma família, cuidar de todos, pagar as contas e ainda ser feminina e sonhadora, deve ser também, acredito eu, o sonho de qualquer homem.
Mulher capaz de resistir a dois empregos e todo tipo de problemas domésticos tem que ser forte para dar conta, e Shirlei dá conta, é uma fortaleza.
Mas essa fortaleza por vezes teme desabar. E sim, desaba.
E também levanta (quantas vezes for preciso), dá a volta por cima, sacode a poeira e quem sabe dá uma passadinha no forró? 
E isso aí. Divertir, sorrir, espantar o cansaço, levantar a alto estima, colocar um cabelo de boa qualidade e mostrar para o mundo que está viva.
Os percalços fazem parte da caminhada e nem sempre são ruins. As surpresas podem ser boas e renovar as esperanças, comenta isso mostrando a foto da neta que é tão fofa e esperta. Talvez venha a puxar a avó materna e se assim for não faltará coragem, garra e um toque de feminilidade na rocha.
Digo rocha, pois lembra pedra, e pedra lembra fortaleza, muralha.
Criar filhas sem a ajuda do pai e transformá-las em mulheres decentes e futuras vencedoras é trabalho árduo.
Desculpe-me pelo ‘futura’, como a mãe Shirlei rocha, Shirlei muralha, Shirlei fortaleza, vocês já são vencedoras.
E voltando aos tais homens, lá do começo, eles não sabem o que estão perdendo deixando passar essa mulher.

terça-feira, 14 de abril de 2015




A natureza completa um espírito cheio de amor onde a beleza de uma flor beijada por uma borboleta revela uma prova concreta de carinho e é um elogio a perfeição divina. O coração do ser humano independente de ser homem ou mulher deveria revelar nada mais, nada menos que o amor verdadeiro  do criador pela sua criatura ou vice versa, pois é dessa beleza sem igual que podemos usufruir quando abrimos nossa mente e nossa vida para a perfeita natureza que Deus criou.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Já teve um tempo em que sonhei construir um teatro. Isso mesmo! Um teatro com cadeiras, palco, cortinas e tudo o que tem direito um mega teatro.
Foi uma época inesquecível em que vivi muito ligada ao teatro amador. Escrevia peças atrás de peças.
Êta tempinho bom! Tudo começou com uma parceria com minha prima Bia (Eliana Beatriz), com `Jovens em busca de Jovens' para o grupo JAC da comunidade Nossa Senhora da Ajuda. E depois veio o grupo de teatro 'Corpo em Cena'. Só gente bacana, alta cúpula dos jovens e adolescentes do bairro. Aí na foto tem uma pequena amostra desta turma.
Depois de casada ainda tive participação no Belo-Ita. Um grupo com um pé em BH e outro em Itabira, daí o nome. Para a turma de Itabira emprestei a peça 'A pedrinha mágica'  que foi um grande sucesso, apareceu até no telejornal local. Um luxo! 
Mas nada se compara as nossas tardes de domingo ensaiando 'A paixão de Cristo' na igreja, quem participou, sabe da nostalgia, entende minha saudade... 
Essa convivência, essa alegria, essas amizades e essas lembranças são o que me faz ser a escritora cheia de ideias sou hoje.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

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Dormir,
acordar,sonhar,viver. Compartilhar com você uma coisa tão íntima,tão bela...
Não sei se tenho essa coragem, não sei se você vai me entender. Tudo bem, não vou protelar isso por mais tempo.
Enquanto Companheiros Perdidos não sai do forno,vou te contar um segredo,eu ando traindo por aí com outros tão bons quanto..
Quer me fazer companhia?