domingo, 29 de março de 2015

Companheiros Perdidos se passa em primeiro plano contando a história de vida dos personagens adultos. Logo depois volta no tempo mostrando o que aconteceu com cada um na adolescência quando eram inseparáveis. Jeferson, Toninho, Rogério e as meninas Maria Luísa, Diana e a novata do grupo Camila. Você vai se apaixonar por esses jovens que tem suas  vidas completamente transformada após um incidente.
Foi nessa cachoeira, dentro de uma gruta que tudo começou...
Previsão de lançamento para o segundo semestre de 2015

quarta-feira, 25 de março de 2015



Voltando ao assunto sobre boas leituras, não posso deixar de falar sobre os livros da moda. Isso mesmo, se existe algum preconceito contra eles quero dizer que todo tipo de leitura é válido.


Sou eclética, leio de tudo, confesso que às vezes (só às vezes) a gente dá uma derrapada e acaba com um livro que desagrada, mas isso faz parte do processo de leitura. Nem sempre lemos o que gostamos (que o digam os universitários). Outras vezes nos surpreendemos gostando de um tema que não temos o costume de ler. Isso já aconteceu muitas vezes comigo. Livros que estão estourados por aí, nem sempre me instigaram a lê-los, mas por algum motivo caíram nas minhas mãos e me apaixonei perdidamente. Dia desses, eu passava um tempo passeando pelas estantes da biblioteca municipal de São José da Lapa quando me deparei com nada mais, nada menos que A culpa é das estrelas. Me surpreendi, afinal um livro novo e já havia sido doado para a biblioteca pública. Me Encantei com a história.
Não ligo para as críticas. Prefiro ler e ter minha opinião e depois comparar com a opinião dos outros. Outro desafio foi Cinquenta tons de cinza (também descoberto na biblioteca pública), li e gostei. Tem gente que odioooou. Nesse carnaval descobri o site minha teca e baixei alguns livros que todos estão lendo, menos eu porque não tenho grana para comprar 
(na minha teca é de graça). Nem preciso dizer que fiquei lendo o tempo todo né? Depois vou dar nomes aos bois (quero dizer aos livros) e quem sabe a gente não troca uma ideia sobre eles?

terça-feira, 24 de março de 2015

Alma gêmea
Em algum lugar do universo existe alguém pronto para mim. Todos os dias, ao abrir a janela do quarto e sentir o sol inundando o ambiente, meu pensamento voa até você. Não sei quem, é como é ou onde está. Só sei que somos feitos um para o outro. E mesmo que zombem disso, achando impossível, é isso que eu sinto e ponto.
Sou professora no colégio Santa Isabelita, acompanho meus alunos com o olhar pelo pátio. Vejo as brincadeiras, os sorrisos, os olhos brilhantes e confesso que não sinto falta dessa idade. O que faz falta é a inocência e a falta de compromisso com regras e deveres de uma vida adulta.
E um desses deveres me leva direto à sala dos professores. A socialização às vezes me chateia, é um sem fim de lamentações. Ninguém parece feliz com a vida que leva. A começar pela diretora, dona Juliana, sempre mal humorada a reclamar dos alunos, da burocracia, do governo, etc.
E o que dizer dos meus nobres colegas?
Arthur é o professor de educação física, preciso reconhecer, é um gato, mas sem graça coitado, sempre às voltas com problemas domésticos com a jovem esposa ciumenta.
Cristina é um amor de pessoa, talvez a única que se salve no meio desses tubarões metidos a inteligentes. É meiga e gentil. Uma pena que os alunos se aproveitem disso para enlouquecê-la com bagunça e gritaria.
Sônia é a mais experiente entre nós, não quero ser indelicada a ponto de chamá-la de velha, só quero deixar claro que está na hora de se aposentar, só não tem a coragem de fazê-lo. Deve ser mais cômodo viver de reclamações e resmungos do que tentar ser feliz curtindo uma aposentadoria.
Renato só entende mesmo de matemática, não se comunica bem, não dorme bem, não come bem, enfim, não vive bem.
Vejam bem, não quero passar a impressão, de que minha vida seja um fiasco. Não é. Apenas não estou em um bom dia, por isso só vejo o lado negativo das pessoas a minha volta, no caso meus colegas de trabalho. Normalmente são uns fofos, e definitivamente, o problema é comigo e não com eles.
Acordar assim, louca por amor, por amizade, sei lá, por um sorriso, que seja, pode prejudicar novos contatos, novas amizades. Pois estou ansiosa por uma mudança, mas uma mudança de acordo com minhas expectativas. E entrar na sala dos professores e conhecer dois novos colegas do sexo oposto, para uma mulher em busca da felicidade pode ser o auge da vida adulta.
Nunca escondi de mim mesma, nas minhas fantasias, que quero conhecer um homem forte, com uma boa pegada, bonito, simpático, inteligente. Algumas vezes é negro, outras loiro, mas o principio é o mesmo: Um ser perfeito!
Eu não fui informada da chegada iminente dos dois novos professores, portanto não tive tempo de fazer conjecturas sobre os mesmos.
Sair do pátio barulhento, iluminado pelo sol matinal de uma bela manhã, e entrar na sala com pouca luminosidade, aonde sei, cada um está sentado no lugar de costume e reclamando das péssimas provas dos alunos, portando, não há novidade alguma. Vou direto para a bancada, onde fica o café e uns biscoitinhos e não reparo que meus colegas estão de pé conversando com gente nova.
Esbarro em um grandalhão: Alto, ombros largos, boca carnuda e olhos verdes. Quase deixo a xícara cair ao ver na minha frente a personificação dos meus delírios sexuais.
Balbucio uma desculpa inaudível, ajeito os óculos. Viro-me rapidamente e aí algo incrível acontece. Dou de encontro ao outro novato e sou amparada por um par de braços leves, mas firme. O olhar doce, mas sensual. Um sorriso lindo e uma voz potente:
-Bom dia!
Já habituada a penumbra da sala fico sem voz olhando para um homem comum, estatura mediana, e um cheiro másculo. Não consigo tirar meus olhos dos seus e respondo com a voz rouca:
-Bom... Bom dia... 
Sônia vem em meu socorro, apresentando-me os dois novos reforços para o ano letivo e mesmo não sendo tímida, fui para o canto, próximo a janela para assistir às boas vindas, quase não participando do evento.
O recém-chegado fortão é o apoio de Arthur na educação física, e está recebendo toda a atenção da ala feminina, imagino se todo profissional dessa área precisa ser necessariamente bonito. Já temos problemas suficientes com alunas sofrendo de paixonite aguda por Arthur, agora então com o tal Marcelo, com certeza aumentará bastante essa estatística.
Já o outro representante da classe é Daniel, professor de Ciências, e veio mesmo a calhar, já faz um tempo que estamos precisando de um profissional para essa disciplina.
Daniel, apesar de solícito com os outros, me olha através da lente dos óculos, e eu posso perceber que por trás dessa lente tem um homem e tanto.
Ele se aproxima aos poucos, seu sorriso me leva direto às manhãs solitárias, na minha cama, quando olho para o lado oposto, vazio e imagino exatamente este rosto, este sorriso.
Fecho os olhos e descubro que até o seu cheiro me é familiar.
Meu Deus! Devo estar louca. Aqui parada, olhos fechados, respiração acelerada.
Ouço sua voz próxima ao meu ouvido:
-Eu também me sinto assim todas as manhãs!
Arregalo os olhos espantada.
E então me vejo no seu olhar.
Sorrimos um para o outro.
Abro a janela do meu quarto, deixo a luz da manhã inundar o quarto. Olho para a cama e o vejo dormir. Agradeço a Deus, ao universo, ao amor, pois enfim encontrei minha alma gêmea.





quinta-feira, 19 de março de 2015

A leitura nos faz viajar ( e não é clichê), a gente se emociona e conhece lugares incríveis. Houve uma época eu estive fascinada ( ainda sou, diga-se de passagem) pelo Afeganistão. Li vários livros sobre este país e outras regiões próximas dali. Entre eles: O caçador de pipas e Cidade do sol do escritor Khaled Hosseini e o livreiro de Cabu da jornalista Asne Seiestad.
Agora recentemente eu li Eu sou o Livreiro de Cabul que, no caso, seria a resposta do próprio livreiro Shah Muhammad Rais que indignado com o livro da jornalista, dá sua versão da situação.
Confesso que este último não me agradou e a antipatia que senti por ele no primeiro livro não se desfez com sua versão ou explicação. É claro nossa cultura ( e isso quero deixar claro neste post) é bem diferente, e é exatamente essa diferença que fascina, que leva essa viagem ao extremo e aí a gente ri, chora, reclama, mas não larga o osso ( quero dizer, o livro).
E isso não é viajar?


terça-feira, 17 de março de 2015

Olá meu nome é Rosângela, mas desde que nasci todos me chamam de Rosa (acho que é a sina das Rosângelas). Amo ler, adoro escrever. Tenho uma escrita leve e fluente, porém um pouco rebuscada, ou seja, gosto de falar (ou escrever) difícil. A culpa não é minha (nem das estrelas) e sim dos milhares de livros que já li (e dos outros milhares que pretendo ler), que insistem em aumentar meu , já enorme, vocabulário.
 E ainda assim me vejo muitas vezes numa sinuca de bico, quando um dos meus seis filhos ( isso mesmo, você leu seis filhos) me vem com alguma palavra que já ouvi (ou li) e não sei o significado, ou pior ainda, uma palavra que sequer ouvi falar.
De leituras em leituras acabei desenvolvendo a vontade de escrever,mas entre gostar de escrever e se tornar escritora existe uma ponte.
Acredito que preenchi essa lacuna (atravessei essa ponte) com o meu primeiro livro Companheiros Perdidos. Depois dele, abriu-se as comportas da imaginação e não para de chegar novas ideias.