terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Dá pra imaginar o final dessa história?
Jovens sonhadores e apaixonados. Daí já se imagina o final da história.
O casamento foi cedo e rápido, disseram alguns que foi até precipitado.
Não havia motivo de força maior. Só a vontade de ficarem juntos o tempo todo.
Como casamento não é brincadeira de casinha, a imaturidade logo mostra que a realidade é bem diferente do sonho.
A família do jovem sempre foi contra o enlace, mesmo porque a moça é muito mandona e na altura dos seus 17 anos se acha mais madura que o marido.
Logo decide ter um filho mesmo que não tenham casa própria ou trabalho certo.
Mais uma vez a família se intromete. Pedem calma, paciência, pois com o tempo as coisas se ajeitarão.
Mas é tarde demais o rebento já está a caminho.  E chega lindo, um garotão forte para ocupar os dias ociosos da mãe.
O rapaz tem grandes sonhos. Quer estudar, se formar engenheiro e quem sabe viajar o país com o objetivo de trazer mais conforto para a pequena família. Sobressai-se no trabalho, é adepto das horas extras e tem o perfil de liderança.
A moça não quer nada disso. Só quer um marido tranquilo que prefira ficar em casa vendo TV e curtindo a família. Está sempre programando belos passeios no zoológico, parques e clubes da cidade. Para ela o dinheiro não é tão importante, convivência familiar sim.
Obviamente as diferenças de opiniões acabam gerando conflitos.
Ele quer sair com os amigos, adora futebol, churrasco no fim de semana...
Ela quer sossego, carinho apaixonado e outro filho.
A família, ciente de tantas brigas aconselha, pede calma, paciência, pois com o tempo tudo se ajeita.
É tarde demais, ela descobriu a traição. Ficou brava, possessa de raiva.
Ele pediu perdão, prometeu mudanças e prioridade para a família.
OK. Em troca do perdão uma linda tatuagem (ainda que escondida)  do nome da esposa e como prova de amor eterno mais um filho.
“Filha” para ser mais exato. E em troca disso mais brigas, traições, cobranças e desilusões.
Agora com dois filhos e alguns anos há mais o jovem casal está às voltas com mais uma reconciliação ou será separação?
Ele está desmotivado, desanimado e cético em relação à vida. Deixou passar a melhor fase financeira. Não estudou, não poupou algum dinheiro. Tornou-se um jovem ‘velho’ carrancudo e triste.
Ela se decepcionou com o matrimônio. Nunca trabalhou e odiou ser uma mulher separada, tampouco vem gostando da situação da reconciliação.
Se isso é viver, estão vivendo.
Se isso é casamento, estão levando.
Se isso é felicidade, estão duvidando.
E a família pede calma, paciência com o tempo tudo se ajeita... 









segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Reflexões de uma mente confusa
Durante anos e anos sonhei com a felicidade.
Felicidade é algo que se conquista, descobri isso à duras penas.
Infância triste e sofrida cheia de privações como tantas que vemos por aí.
Adolescência cheia de descobertas, algumas dores, mas muitas chances de sobreviver.
Viver é melhor. Sobreviver é acordar todos os dias sem perspectivas tentando lutar contra desigualdades sociais e preconceitos.
O pior do preconceito é não ser aceito pelos seus.
Enfim um casamento pode trazer mudanças. Talvez não mude a vida em si, mas a visão do futuro distante.
Tudo novo. Agora o velho diferente. Violência física dói, violência mental marca pra sempre.
O amor existe? Pode ajudar a encontrar a felicidade?
O amor forma gente? Acho que não, mas traz experiência, maturidade.
A maturidade traz a consciência de poder ser melhor, crescer, estudar e
aprender.
O estudo forma além da superfície, mostra além do significado, mostra a vida.
Reflexões de uma mente confusa em busca da felicidade. A felicidade que se busca e se conquista.
A conquista de ter filhos. Filhos que geram novos conflitos. A perpetuação do nome, do sangue...
... da infelicidade, imaturidade, ódio e rancor.
Longe de mim pregar o rancor, ser mal agradecida.
A vida me deu tudo que precisei. Só faltou achar o caminho certo.
Mas a certeza não tem endereço. Muito menos a felicidade.


sábado, 21 de janeiro de 2017

Você Teria Essa Coragem?
A ideia de se ter um homem forte do lado ao mesmo tempo protetor e carinhoso faz parte de todo imaginário feminino.
Desilusões, fracassos e perdas são combustíveis para a baixa estima e a depressão e talvez também para atos corajosos.
Conheci certa vez uma jovem sonhadora e corajosa. Sim, corajosa. Pois não conheço adjetivo melhor para qualificar uma mulher que se dispõe a viajar muitos quilômetros ao encontro do homem da sua vida.
Homem este que lhe prometeu mundos e fundos. Mas tudo parecia tão perfeito!
Ela já era mãe de quatro ou cinco filhos (apesar de ser bem nova). Todos frutos de  tristes histórias de amor e abandono. Primeiro o sonho da felicidade eterna, depois a briga pela guarda da criança.
O pai de um era traficante com a vida perigosa, o pai do outro era vagabundo e vivia às suas custas, o outro foi embora do estado levando a filha... Enfim para cada filho um relacionamento e uma desilusão.
Ainda bem que hoje em dia existe a internet e assim a possibilidade de vários contatos. Se cadastrar em sites de relacionamentos virou hobby.
Perfis diferentes para contatos diversos. Impossível não encontrar alguém que preste.
O primeiro era bonito, inteligente e galanteador foi fácil se convencer que agora era pra valer.
Mas não era. Mais um fracasso para a lista. E o pior é que a agressão física não é fácil de esquecer.
O segundo seria diferente! Esse sim. Não era tão bonito, nem tão inteligente, mas convenceu.
Agora que ela tinha mais experiência, estava por dentro do assunto e não daria moleza ao destino.
Para cada pergunta uma resposta perfeita.
Casa própria, um trabalho bem remunerado e a disponibilidade para um relacionamento sério.
Prontificou-se a enviar o dinheiro da passagem, do almoço e do lanche e de tudo o mais, afinal seriam 24 horas de viagem. Mudança total da região Norte do país rumo ao Sudeste...
Sonho realizado! Só que não.
Não chega a ser um pesadelo como da vez anterior, mas um sonho ruim.
As mentiras logo de cara começam a ser desmascaradas e o sonho a se desmoronar.
Nada de casa, nada de trabalho, nada de príncipe encantado.
Mas um barraco alugado, poucos e velhos móveis e uma família cansada das armações do príncipe fajuto (ou seria um sapo).
A moça é obrigada a aquentar pelo menos uns três meses até conseguir recursos de um trabalho temporário num boteco no centro da capital.
Trabalho duro. Levantar às cinco da manhã, encarar ônibus lotado na ida e na volta. Não há amor que resista a tamanha desilusão.
Logo novos conhecimentos levam a destruição do relacionamento. Ninguém é obrigado a suportar tantas mentiras, tanta carência... Dos dois lados.
Na primeira oportunidade voltou para casa. Pelo menos levou mais uma experiência na bagagem. Talvez continue sonhando. Só espero que sonhos mais concretos.
Experiências como essa pode desestimular a coragem, mas talvez não a impeça de sonhar...





quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Um caso comum

Uma das melhores coisas da vida é conhecer pessoas diferentes.
São tantas histórias, tantos "causos".
Certa vez conheci uma mulher interessante, com uma história interessante.
Havia pouco tempo que o marido a trocara por outra. Sei que parece uma história comum.
Na verdade é mais comum do que imaginamos, uma vez que isso acontece com tantas...
Mas o caso dessa mulher é particularmente doloroso.
Vamos chamá-la de "A".
"A" tinha uma vizinha superamiga, do tipo que se partilha tudo, tudo relacionado à sua vida, só que não imaginava que também partilhavam o mesmo homem.
Esse homem não era nenhuma 'maravilha' no quesito matrimonial e isso era uma das coisas que "A" dividia com essa suposta amiga.
É claro que recebia apoio incondicional e até conselhos para melhorar o relacionamento do casal.
Mas um dia sem nenhum motivo aparente, o marido decidiu sair de casa. Anunciou o intuito e para a surpresa de todos se mudou para a casa da vizinha que por sinal, era na mesma rua.
Humilhação, vexame e ódio mortal são só alguns dos sentimentos que consegui detectar na primeira conversa que tive com "A".
Estava ainda sem entender bem a situação atual de sua vida, seguia sobrevivendo. Viver já não fazia parte do seu dia a dia.
Depois da revolta inicial os filhos não tiveram outra opção que não aceitar ou pelo menos tentar conviver com essa situação indigna e vexatória para a qual foram jogados sem dó nem piedade.
A desestruturação da família pode ser comprovada dando uma rápida olhada na casa desorganizada e mal acabada. "A" já vem de uma família problemática. Não conhece o pai biológico e pelo andar da carruagem é fácil imaginar que seus filhos também seguiram rumos incertos.
Os filhos não têm culpa de nada, mas são os que mais sofrem.
Obviamente o casamento já vinha se acabando há tempos, o que não dá o direito de um dos conjugues agir de forma tão brutal.
A inocência de "A" em colocar toda a culpa na vizinha, também mostra sua imaturidade emocional apesar da idade e do próprio tempo de casamento.
O fato é que o casal de traidores não  aquentaram a pressão das fofocas da vizinhança e se mudaram do local.
A vida de todos os envolvidos ficou seriamente abalada. "A" se voltou para Deus. Acredito que foi sua melhor escolha. Deus dá o consolo e o conforto que nenhum conselho ou comentário possa dar.
Com certeza não se recuperará tão cedo. A última notícia que tive dela é que o tal marido sofreu sério acidente e ela estava disposta a aceitá-lo de volta por caridade (palavras suas).
Como já disse antes, lhe parecerá uma história comum...