terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Ressaca literária ou de vida?

Ao ler o livro ‘Um mais Um’ da escritora Jojo Moyes, senti na pele e no coração o drama e as dores da personagem. Com certeza por aí você vai encontrar alguma resenha onde falarão sobre o fato da personagem principal ser tão... tola e crédula com relação ao ex marido.
Mas o fato de eu me identificar com ela é que quando nos apaixonamos e casamos cedo demais acabamos caindo nessa armadilha do destino. Destino coletivo, já que tem muitas mulheres por aí passando pelo mesmo drama.
Na real, nós mulheres somos vulneráveis e acabamos por carregar toda a culpa do relacionamento nas costas e dói descobrir que fomos usadas e enganadas de diversas formas.
Só que isso é realidade e graças a Deus existe a ficção. No livro tem a chance de conhecer um novo amor. Tudo bem que acontece muuuuita coisa até o desfecho final, e eu mesma nem me lembrava de uma coisa ‘feia’ que ela fez lá para o começo do livro e que desencadeia nova desilusão, mas vale a pena o livro é muito bom.
Na maior dificuldade financeira, o que me fez crer que eu passei bem perto disso, e com dois filhos meio que problemáticos, porém maravilhosos (é claro) a redenção é com certeza tentar ser feliz com o que se consegue, embora isso esteja bem longe da felicidade ideal.
Depois de terminar de ler ‘Um Mais Um’ fiquei com uma grande ressaca literária e até me inspirei de escrever um recado mal educado que, logicamente, não terei coragem de postar nas minhas redes sociais.
Só que valeu a pena pelo menos tê-lo escrito.
Por isso que amo... amo... amo... Ler!!!




quinta-feira, 21 de dezembro de 2017


Sozinha, como companhia apenas o sobrinho assustado e choroso.
Como pode uma vida mudar radicalmente de uma hora para outra?
Sentir medo, saudade e a dor da perda de uma vida estável se contrapõem a um sentimento estranho e crescente...
Se envolva nessa história:

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Perfil
Viver no celular, trocando liks, fotos e comentários é o passatempo preferido dos jovens nos dias atuais.
Com Helen não é diferente. Ela divide seu tempo entre o curso de informática e os cuidados com o sobrinho João Vitor, além é claro, o convívio diário com os amigos virtuais.
Mas quando a irmã Suélen sofre um grave atentado, ela se vê obrigada a proteger o sobrinho viajando do norte do Paraná para a região metropolitana de belo Horizonte.
Filipe se dispõe a ajudá-la, mas não cumpre a promessa, então cabe a Júlio Cesar a missão de manda-la de volta.
O meio irmão de Filipe não fica satisfeito com a tarefa, e sem escolha opta em dar guarita aos dois até a situação da moça melhorar. E não demora a surgir uma forte atração entre os dois.
A trama se passa justo no ano em que o Brasil foi o país sede da copa das confederações e também quando o povo saiu às ruas em grandes manifestações e protestos.
Esse clima confuso, mais a perturbação por conta da falta de notícias sobre o estado de Suelen, fazem com que Helen relute antes de abrir o coração e a vida.
Nesse meio tempo todos acreditam que o menino é seu filho, até mesmo Cláudia uma personagem divertida e amiga dos rapazes  que ficou incumbida de investigar a moça termina exatamente como Júlio, encantada por ela.
Mas o pai do menino, o vilão Evandro, não perde tempo; está no encalço do filho e da cunhada e aí tudo pode acontecer.

Suspense... Policial... romance... Em uma história inesquecível.

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segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Histórias que encantam, que enfeitiça e que fazem a gente se emocionar e embarcar em loucas viagens.
Assim são os livros. 


Escritora Rosângela R. Seixas



viaje nesses também:
HERDEIROS DE UM SEGREDO

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Após a morte da avó, Andy Luzia descobre que não só a sua família, mas toda a vila onde vivem, guarda um segredo passado por gerações.
Esse segredo corre riscos e pode ser revelado para o mundo e cabe a Andy Luzia e Melissa, sua melhor amiga, com a ajuda dos moradores da vila a difícil tarefa de recuperar o talismã e restabelecer a ordem no povoado, mas não sem muita confusão e aventura. Esse é o primeiro livro dessa duologia e o leitor acaba contagiado pelo entusiasmo das protagonistas e com vontade de quero mais, o que será saciado, é claro, muito em breve com o vol. II
                                                                                     

PASSADO PERDIDO


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O livro começa com eles adultos.  O leitor vai desvendando o mistério aos poucos à medida que eles vão se reencontrando. A tragédia que os fez se separarem e fugirem da cidade aconteceu numa gruta, onde havia uma queda d’água e uma ponte alta culminando em um acidente onde supostamente uma sexta pessoa, prestes a entrar no grupo, morreu depois de cair da tal ponte.
No meio dessas lembranças e reencontros, vai aparecendo novos personagens e situações românticas, além da presença de uma animada turma de amigos  (por duas vezes durante o desenrolar da história a trama volta ao passado).

Perfil


Emocionante, romântica e adorável...
Helen é uma jovem alegre e antenada, cheia de amigos virtuais. Sua vida sofre uma grande reviravolta quando a irmã é brutalmente atacada pelo namorado e Helen se vê sozinha com o sobrinho de cinco anos e sua única chance de proteger o garoto é viajando para outro estado. Confiando em seu "melhor amigo" virtual ela embarca em uma aventura que pode não acabar bem. Em meios às turbulências em sua vida, e no em país, uma vez que as ruas são tomadas pelo povo em grandes manifestações, Helen descobre em plena copa das confederações, o significado do amor.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017


 Amante ao avesso
Mais uma vez a insistência feminina em colocar nos ombros de um homem o peso da felicidade proporciona uma história real, porém fantasiosa de felicidade.
Quando conheci I ela me pareceu uma mulher alegre e corajosa e me surpreendi ao saber que ela era amante de um homem casado há mais de dez anos.
Com ele tinha três filhos, dois viviam em sua companhia e o menino mais velho era criado pela mulher (oficial) do tal homem.
Diante da imagem que a sociedade em geral faz do papel de amante logo se imagina uma esposa sofrida e mal tratada diante de um vilão garanhão dando do bom e do melhor para a outra.
Daí o motivo da surpresa. Essa amante em questão não tinha NADA.
Não tinha casa própria, vivia mudando de barraco em barraco quase sempre em péssimas condições e arrastando os filhos para situações humilhantes diante da família e vizinhos com comentários maldosos e preconceituosos diante de sua condição.
Sua situação financeira era caótica. Em contra partida a esposa do sujeito vivia em uma ótima casa rodeada de conforto, chamego e apoio familiar.
I não aceitava argumentos contrários à sua situação. Aceitava sim e muito bem essa estranha e obsessiva forma de amar.
No entanto, não posso afirmar que nunca tenha se rebelado e tentado sair dessa vida. Mas um único comentário do ser amado fez desmoronar toda a nova ânsia de mudança trabalhada por vários conselhos de amigas indignadas com sua situação.
O homem teve o desplante de avisá-la:
“Não sou homem de uma mulher só, se não for você arrumo outra!”
Para I não havia justificativa para uma vida nova para si e os filhos, uma vez que o amado não mudaria também os seus hábitos.
E se para a esposa estava tudo bem, para ela também.
E pelo que eu soube, assim permanece até hoje nessa condição de ‘pobre amante pobre’.





segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Vou te contar um  Segredo, favor não espalhar...


Toda família tem seus segredos. 
Alguns podem transformar e outros até destruí-las.
Uma jovem recatada, que passou grande parte da adolescência em colégio de freiras, coisa comum naquele tempo.
Após o término dos estudos, ela volta para casa. Despreparada para o convívio social e se sentindo excluída da vida dos pais e irmãos, fecha-se no mutismo e na solidão do quartinho dos fundos que lhe foi destinado.
Sempre observando os irmãos de soslaio percebe o quanto cresceram e se transformaram em homens feitos no tempo em que passou fora.
O pai já não consegue mais controlar os filhos. As bebedeiras e saídas noturnos se tornaram uma constante.
A moça sempre quieta em seu canto não consegue transpor a barreira erguida com a distância. Nem mesmo com a mãe, que está sempre a evitá-la e dispensa sua ajuda na cozinha e na arrumação da casa.
Enquanto pinta e borda lindos panos de pratos, toalhas e lençóis ela continua observando de longe a rotina de embriaguez dos ‘meninos’.
Certa noite, não conseguindo dormir por conta do insuportável calor no minúsculo quarto ela resolve matar a sede na cozinha justo no momento que um dos irmãos chega totalmente embriagado.
Mal se falam no dia a dia, é possível que a moça nem saiba de qual dos irmãos se trata, mas decide ajudá-lo.
A boa vontade é retribuída. O marmanjo deixa todo seu peso por conta dos fracos braços femininos.
A coisa toda não funciona bem, pois a coitada não dá conta da empreitada e acabam caindo, os dois, no chão do corredor.
A moça debaixo do irmão tenta se desvencilhar. Ele solta um gemido rouco. Ela sente sua ereção no momento em o bêbado afasta sua camisola, deixando seus seios à mostra.
Diante de sua incredulidade, que inerte se deixa abusar, o jovem que no vigor de seus vinte e poucos anos cheios de testosterona usa e abusa das mãos e da boca trazendo sensações únicas, nunca imaginadas no corpo esguio e virgem da moça.
Ele termina. Ela arfante e trêmula mal sabe o que aconteceu.
Só então, percebe a mãe se benzendo e tirando o rapaz de cima dela.
Nunca se tocou nesse assunto.
A gravidez da moça desde sempre foi tabu para a família.
Aconteceu naturalmente o nascimento e a criação da criança.
Mais de cinquenta anos se passaram e ela ainda vive no quartinho dos fundos. Já casou o filho e enterrou o irmão e provavelmente vive e morre a cada lembrança daquela noite, a cada lembrança desse segredo guardado a sete chaves.

quarta-feira, 1 de março de 2017

S de sonhos


E teve uma vez que conheci certa mulher. Normal. O mundo está cheio delas.
A maioria delas sonhadoras e capazes de tudo para encontrar a tão sonhada felicidade.
É notório também que muitas acreditam que nas suas vidas precisam de um homem que satisfaça não só suas vidas sexuais, mas também e principalmente a vida afetiva.
E foi num desses rompantes que S abandonou tudo. Emprego, filhos e estabilidade financeira para ir atrás de um homem.
Lógico que nessa situação a vida que se está levando não é satisfatória e o marido é tão cheio de defeitos que só a companhia de um suposto ser especial e mágico é capaz de trazer o sossego, a paz e o amor que tanto sonhamos.
Na opinião de S, os filhos não sofreriam tanto, uma vez que estavam encaminhados na vida e ficariam com o pai e para essa mulher o importante mesmo é viver o momento.
O tal homem ofereceu mundos e fundos e por certo tempo funcionou.
Vivendo em outro estado, com tantos novos afazeres o contado com os filhos foi se esvaindo. Até que um dia não existia mais.
E justo nessa época a saudade apertou. Foram muitas as tentativas de reconciliação, mas não havia mais espaço ou interesse deles na vida da mãe ausente.
Diante disso e do fracasso amoroso, anos depois o amor da mulher se voltou para a filha adotiva. Essa menina foi o fruto de um relacionamento extraconjugal do atual companheiro.
Amor de mãe, ainda que de coração, é incondicional. Que nesse caso também foi transferido para os netos em forma de amor, carinho e dedicação.
Um novo amor provocou uma nova separação e novo abandono de lar.
Sexo é primordial para S. Ela sofre em se tornar amante, mas aceita a condição. Tudo seguia razoavelmente bem até que um cruel golpe do destino trouxe para S uma doença horrível que inunda o organismo e destrói a esperança.
Os anos de vida, bem vividos ou não, agora não importam mais. Só importa lutar por ela.
Mas o tempo está acabando e com ele a esperança de recuperar o amor dos filhos um dia abandonados pelo capricho de um sonho de amor. E a indiferença dói mais que a dor física causada pela doença.
Para Deus nada é impossível, o gênio indomável se vê obrigado a se dobrar diante do destino.
A esperança renasce a cada dia. Esperança de perdão e esperança de vida, pois enquanto existir o sopro de um sonho, existirá um sopro de esperança.  


Não sou lerda não, quero mais que o mar pegue fogo para eu comer peixe frito!

Já cansei de ser chamada de “lerda”. Tempos atrás quase incorporei esse adjetivo ao meu sobrenome.
Mas não dá mais para suportar pessoas sem noção, sem amor ao próximo ou sem compromisso com a vida e a família.
Constantemente confundem as pessoas legais, tranquilas e de bem com a vida com gente “lerda”. Insistem nesse termo pejorativo se a pessoa em questão não fala ou gosta de ouvir palavrão, se não quer tirar proveito de ninguém ou não é adepto às fofocas.
Cuidar dos filhos fazendo todo e qualquer tipo de trabalho honesto ao invés de correr atrás de programas de governo, ir contra preconceitos estudando e fazendo faculdade após os quarenta, terminar o que começa sem esperar que outros abram caminhos pode e deve ser visto como qualidades.
Supostos “espertos” por aí costumam confundir pessoas ‘boas’ com pessoas ‘bobas’. Bondade, seriedade, amizade e tranquilidade não são sinônimos de lerdeza.



terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Dá pra imaginar o final dessa história?
Jovens sonhadores e apaixonados. Daí já se imagina o final da história.
O casamento foi cedo e rápido, disseram alguns que foi até precipitado.
Não havia motivo de força maior. Só a vontade de ficarem juntos o tempo todo.
Como casamento não é brincadeira de casinha, a imaturidade logo mostra que a realidade é bem diferente do sonho.
A família do jovem sempre foi contra o enlace, mesmo porque a moça é muito mandona e na altura dos seus 17 anos se acha mais madura que o marido.
Logo decide ter um filho mesmo que não tenham casa própria ou trabalho certo.
Mais uma vez a família se intromete. Pedem calma, paciência, pois com o tempo as coisas se ajeitarão.
Mas é tarde demais o rebento já está a caminho.  E chega lindo, um garotão forte para ocupar os dias ociosos da mãe.
O rapaz tem grandes sonhos. Quer estudar, se formar engenheiro e quem sabe viajar o país com o objetivo de trazer mais conforto para a pequena família. Sobressai-se no trabalho, é adepto das horas extras e tem o perfil de liderança.
A moça não quer nada disso. Só quer um marido tranquilo que prefira ficar em casa vendo TV e curtindo a família. Está sempre programando belos passeios no zoológico, parques e clubes da cidade. Para ela o dinheiro não é tão importante, convivência familiar sim.
Obviamente as diferenças de opiniões acabam gerando conflitos.
Ele quer sair com os amigos, adora futebol, churrasco no fim de semana...
Ela quer sossego, carinho apaixonado e outro filho.
A família, ciente de tantas brigas aconselha, pede calma, paciência, pois com o tempo tudo se ajeita.
É tarde demais, ela descobriu a traição. Ficou brava, possessa de raiva.
Ele pediu perdão, prometeu mudanças e prioridade para a família.
OK. Em troca do perdão uma linda tatuagem (ainda que escondida)  do nome da esposa e como prova de amor eterno mais um filho.
“Filha” para ser mais exato. E em troca disso mais brigas, traições, cobranças e desilusões.
Agora com dois filhos e alguns anos há mais o jovem casal está às voltas com mais uma reconciliação ou será separação?
Ele está desmotivado, desanimado e cético em relação à vida. Deixou passar a melhor fase financeira. Não estudou, não poupou algum dinheiro. Tornou-se um jovem ‘velho’ carrancudo e triste.
Ela se decepcionou com o matrimônio. Nunca trabalhou e odiou ser uma mulher separada, tampouco vem gostando da situação da reconciliação.
Se isso é viver, estão vivendo.
Se isso é casamento, estão levando.
Se isso é felicidade, estão duvidando.
E a família pede calma, paciência com o tempo tudo se ajeita... 









segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Reflexões de uma mente confusa
Durante anos e anos sonhei com a felicidade.
Felicidade é algo que se conquista, descobri isso à duras penas.
Infância triste e sofrida cheia de privações como tantas que vemos por aí.
Adolescência cheia de descobertas, algumas dores, mas muitas chances de sobreviver.
Viver é melhor. Sobreviver é acordar todos os dias sem perspectivas tentando lutar contra desigualdades sociais e preconceitos.
O pior do preconceito é não ser aceito pelos seus.
Enfim um casamento pode trazer mudanças. Talvez não mude a vida em si, mas a visão do futuro distante.
Tudo novo. Agora o velho diferente. Violência física dói, violência mental marca pra sempre.
O amor existe? Pode ajudar a encontrar a felicidade?
O amor forma gente? Acho que não, mas traz experiência, maturidade.
A maturidade traz a consciência de poder ser melhor, crescer, estudar e
aprender.
O estudo forma além da superfície, mostra além do significado, mostra a vida.
Reflexões de uma mente confusa em busca da felicidade. A felicidade que se busca e se conquista.
A conquista de ter filhos. Filhos que geram novos conflitos. A perpetuação do nome, do sangue...
... da infelicidade, imaturidade, ódio e rancor.
Longe de mim pregar o rancor, ser mal agradecida.
A vida me deu tudo que precisei. Só faltou achar o caminho certo.
Mas a certeza não tem endereço. Muito menos a felicidade.


sábado, 21 de janeiro de 2017

Você Teria Essa Coragem?
A ideia de se ter um homem forte do lado ao mesmo tempo protetor e carinhoso faz parte de todo imaginário feminino.
Desilusões, fracassos e perdas são combustíveis para a baixa estima e a depressão e talvez também para atos corajosos.
Conheci certa vez uma jovem sonhadora e corajosa. Sim, corajosa. Pois não conheço adjetivo melhor para qualificar uma mulher que se dispõe a viajar muitos quilômetros ao encontro do homem da sua vida.
Homem este que lhe prometeu mundos e fundos. Mas tudo parecia tão perfeito!
Ela já era mãe de quatro ou cinco filhos (apesar de ser bem nova). Todos frutos de  tristes histórias de amor e abandono. Primeiro o sonho da felicidade eterna, depois a briga pela guarda da criança.
O pai de um era traficante com a vida perigosa, o pai do outro era vagabundo e vivia às suas custas, o outro foi embora do estado levando a filha... Enfim para cada filho um relacionamento e uma desilusão.
Ainda bem que hoje em dia existe a internet e assim a possibilidade de vários contatos. Se cadastrar em sites de relacionamentos virou hobby.
Perfis diferentes para contatos diversos. Impossível não encontrar alguém que preste.
O primeiro era bonito, inteligente e galanteador foi fácil se convencer que agora era pra valer.
Mas não era. Mais um fracasso para a lista. E o pior é que a agressão física não é fácil de esquecer.
O segundo seria diferente! Esse sim. Não era tão bonito, nem tão inteligente, mas convenceu.
Agora que ela tinha mais experiência, estava por dentro do assunto e não daria moleza ao destino.
Para cada pergunta uma resposta perfeita.
Casa própria, um trabalho bem remunerado e a disponibilidade para um relacionamento sério.
Prontificou-se a enviar o dinheiro da passagem, do almoço e do lanche e de tudo o mais, afinal seriam 24 horas de viagem. Mudança total da região Norte do país rumo ao Sudeste...
Sonho realizado! Só que não.
Não chega a ser um pesadelo como da vez anterior, mas um sonho ruim.
As mentiras logo de cara começam a ser desmascaradas e o sonho a se desmoronar.
Nada de casa, nada de trabalho, nada de príncipe encantado.
Mas um barraco alugado, poucos e velhos móveis e uma família cansada das armações do príncipe fajuto (ou seria um sapo).
A moça é obrigada a aquentar pelo menos uns três meses até conseguir recursos de um trabalho temporário num boteco no centro da capital.
Trabalho duro. Levantar às cinco da manhã, encarar ônibus lotado na ida e na volta. Não há amor que resista a tamanha desilusão.
Logo novos conhecimentos levam a destruição do relacionamento. Ninguém é obrigado a suportar tantas mentiras, tanta carência... Dos dois lados.
Na primeira oportunidade voltou para casa. Pelo menos levou mais uma experiência na bagagem. Talvez continue sonhando. Só espero que sonhos mais concretos.
Experiências como essa pode desestimular a coragem, mas talvez não a impeça de sonhar...





quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Um caso comum

Uma das melhores coisas da vida é conhecer pessoas diferentes.
São tantas histórias, tantos "causos".
Certa vez conheci uma mulher interessante, com uma história interessante.
Havia pouco tempo que o marido a trocara por outra. Sei que parece uma história comum.
Na verdade é mais comum do que imaginamos, uma vez que isso acontece com tantas...
Mas o caso dessa mulher é particularmente doloroso.
Vamos chamá-la de "A".
"A" tinha uma vizinha superamiga, do tipo que se partilha tudo, tudo relacionado à sua vida, só que não imaginava que também partilhavam o mesmo homem.
Esse homem não era nenhuma 'maravilha' no quesito matrimonial e isso era uma das coisas que "A" dividia com essa suposta amiga.
É claro que recebia apoio incondicional e até conselhos para melhorar o relacionamento do casal.
Mas um dia sem nenhum motivo aparente, o marido decidiu sair de casa. Anunciou o intuito e para a surpresa de todos se mudou para a casa da vizinha que por sinal, era na mesma rua.
Humilhação, vexame e ódio mortal são só alguns dos sentimentos que consegui detectar na primeira conversa que tive com "A".
Estava ainda sem entender bem a situação atual de sua vida, seguia sobrevivendo. Viver já não fazia parte do seu dia a dia.
Depois da revolta inicial os filhos não tiveram outra opção que não aceitar ou pelo menos tentar conviver com essa situação indigna e vexatória para a qual foram jogados sem dó nem piedade.
A desestruturação da família pode ser comprovada dando uma rápida olhada na casa desorganizada e mal acabada. "A" já vem de uma família problemática. Não conhece o pai biológico e pelo andar da carruagem é fácil imaginar que seus filhos também seguiram rumos incertos.
Os filhos não têm culpa de nada, mas são os que mais sofrem.
Obviamente o casamento já vinha se acabando há tempos, o que não dá o direito de um dos conjugues agir de forma tão brutal.
A inocência de "A" em colocar toda a culpa na vizinha, também mostra sua imaturidade emocional apesar da idade e do próprio tempo de casamento.
O fato é que o casal de traidores não  aquentaram a pressão das fofocas da vizinhança e se mudaram do local.
A vida de todos os envolvidos ficou seriamente abalada. "A" se voltou para Deus. Acredito que foi sua melhor escolha. Deus dá o consolo e o conforto que nenhum conselho ou comentário possa dar.
Com certeza não se recuperará tão cedo. A última notícia que tive dela é que o tal marido sofreu sério acidente e ela estava disposta a aceitá-lo de volta por caridade (palavras suas).
Como já disse antes, lhe parecerá uma história comum...