sábado, 31 de outubro de 2015

Somos sete, eventualmente este número aumenta com presença de outras pessoas. Isto mesmo. Sou separada (aguardando a homologação do divórcio), vivo com seis filhos e um cachorro.
Convivo com crianças, adolescentes, jovens e adultos e mesmo que a mentalidade seja parecida, existem diferenças e cada um deles tem uma personalidade. São três mais velhos, que nasceram com diferença de dois anos entre eles, era uma trabalheira danada.
Morávamos no lote dos meus sogros, juntamente com mais três famílias, dando um total de cinco casas. Muitas crianças e adultos juntos e é claro sempre havia conflitos.
Meu maior sonho sempre foi comprar um lote e construir uma casa. Apartamento ou casa pronta não fazia parte desse sonho. E no meio do caminho apareceram pedras (parafraseando o poeta) na verdade nesse caso foram muitas pedras e mais três filhos (esses não foram pedras, mas sim luz no meu caminho).
Entre as dificuldades a principal sempre foi a falta de dinheiro. É claro que acredito que dinheiro não traz felicidade ou que seja tudo na vida, pois quem tem saúde e fé corre atrás, mas cá entre nós, quanto mais eu corro atrás do dinheiro mais ele dispara na minha frente.
Tomar conta de uma casa com seis filhos não é brincadeira, é preciso organização, preparo físico e noções de contabilidade. Sair para trabalhar fora é arriscado, posso perder totalmente o controle doméstico e trabalhar em casa é uma aventura quase sempre suicida.
Não existe momento adequado, não faltam tarefas a serem compridas e não é fácil suportar a chamação:
-Mãe acabou isso!                                  
-Mãe onde está aquilo!
-Mãe, fulano está mexendo comigo!
-Mãe, vou bater nele!
-Mãe ele me bateu!
Dizem que mãe é um nome doce e realmente doce enjoa!


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