Quando escrevo não me sinto melhor nem pior que
ninguém. Mas deixo de me sentir uma escória da vida.
Não me sinto ocupando espaço demais, apenas
preenchendo as lacunas dessa vida.
Quando fui mãe encontrei meu lugar no mundo.
Quando me tornei escritora me reencontrei, me renovei.
Não me sinto pior nem melhor. Não me vejo nas alturas,
mas saio do chão.
Sinto-me viva.
E o maior privilégio do ser humano é encontrar sua
vocação, aquilo que o faz sentir-se vivo.
Quando me perguntam o que eu escrevo tenho ímpetos de
responder: escrevo a verdade... Mas o que é a verdade?
Talvez a minha, não seja a sua.
Então respondo dentro da nossa verdade: escrevo para
viver, escrevo para você.

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