quarta-feira, 31 de janeiro de 2018




Quando escrevo não me sinto melhor nem pior que ninguém. Mas deixo de me sentir uma escória da vida.
Não me sinto ocupando espaço demais, apenas preenchendo as lacunas dessa vida.
Quando fui mãe encontrei meu lugar no mundo.
Quando me tornei escritora me reencontrei, me renovei.
Não me sinto pior nem melhor. Não me vejo nas alturas, mas saio do chão.
Sinto-me viva.
E o maior privilégio do ser humano é encontrar sua vocação, aquilo que o faz sentir-se vivo.
Quando me perguntam o que eu escrevo tenho ímpetos de responder: escrevo a verdade... Mas o que é a verdade?
Talvez a minha, não seja a sua.
Então respondo dentro da nossa verdade: escrevo para viver, escrevo para você.


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