sexta-feira, 12 de agosto de 2016

A senhora Morte

A perspectiva da morte é vista para uns como o fim... 
O fim da dor, do sofrimento, o fim de tudo e depois dela não existe mais nada.
Já para outros, a morte não significa nada mais que um novo começo. Depois dela que realmente começa a verdade da vida. 
Esse é um assunto complexo que gera até arrepios em certas pessoas, pois o desconhecido causa medo e como ninguém sabe realmente como é depois dela e obviamente ninguém quer ver para crer.
Religiosamente falando cada religião tem uma visão da morte. Segundo algumas delas devemos viver de acordo com suas normas e preceitos para poder se gozar o prazer de um lugar bonito e tranquilo.
E quem assim não agir, não terá direito ao céu e passará a eternidade no inferno.
Portanto para àqueles que querem usufruir do paraíso deve abrir mão de tudo que é mundano como bebidas, baladas, sexo sem compromisso, traições e promiscuidade, já que essas e outras coisas nos levam direto ao fogo dos infernos.
Vez ou outra também se ouve falar do purgatório, que segundo alguns não é um lugar e sim um estado.
Pessoas simpáticas e amáveis que insistem em nos chamar nos portões de nossas casas nas horas mais improprias sempre que atendidos pelos moradores – quase sempre contrariados – afirmam que todo aquele que lê e segue ao pé da letra o que está escrito na bíblia ‘deles’ será escolhido para viver no paraíso especial onde reencontrará seus entes queridos falecidos.
Vivendo assim em perfeita harmonia com animais silvestres e selvagens, onde não haverá raiva, ódio, dor, fome ou angustias, guerras e todo tipo de coisas ruins que estamos acostumados por aqui.
E num futuro próximo esse paraíso será aqui mesmo onde os maus serão aniquilados e bons viverão a eternidade.
Particularmente apoio todo tipo de incentivo à palavra de Deus e sempre os ouço com atenção e reprovo as piadas e falta de educação.
A doutrina espirita nos mostra algo parecido com a diferença que após a morte deste corpo, ou a passagem como eles dizem, nós temos a chance de viver no plano espiritual. A experiência de aprender com os erros cometidos nessa vida e reencarnar um tempo depois em outro corpo e com chance de viver uma nova vida.
Mas e quando é o outro que morre e nós ficamos, qual é a extensão da dor de um pai, de uma mãe que perde um filho ou vice versa? 
Como lidar com a dor da perda? Com o sofrimento que parece não ter fim, tipo um dor física e gera tristeza, depressão e a tal da saudade que é uma palavra que só existe no nosso dicionário e nem tem tradução.
Como suportar acordar todo dia e não ver mais a pessoa, não ouvir sua voz, não senti-la?
Daí vai depender da opinião de cada um a respeito dessa terrível e temível morte.
Pessoas juram que já a viram, alguns até mais de uma vez, escaparam de acidentes, ferimentos de armas de fogo, doenças antes fatais e que hoje com o avanço da medicina matam menos.
Alguns juram que ela é muito feia e usa um sobretudo preto e grande com capuz e uma ferramenta –tipo ancinho – nas mãos, anda vagando por aí a procura de uma nova vítima.
Quem morre vai descobrir o segredo, vai desvendar o mistério e quem fica tem que descobrir também um meio de não deixar o sofrimento tomar conta de tudo, é preciso reagir e por mais triste que pareça isso, mas é uma verdade: A vida continua...
Mortes acontecem o tempo todo, de todos os jeitos e ainda não nos acostumamos com ela e às vezes temos até vontade de acompanhá-la, mas falta a coragem na hora ‘H’.
É interessante também observar algumas culturas, como diferentes povos lidam com a ela.
Por exemplo, os índios que enterram todos os pertences junto com o morto para que seu espirito não fique vagando procurando por suas coisas.
Assim também são os hindus, os indianos, africanos cada qual com seus costumes muitas vezes estranhos para nós.
Os americanos, materialistas que são, tentam lidar com a morte estudando-a o que não os livram de terem uma depressão acima da média.
Falando em depressão os japoneses, campeões em estatística de suicídios, também têm sérios problemas com ela.
Enfim, existe um ditado popular, frequentemente dito assim que somos informados de uma morte, principalmente se foi de forma abrupta:
-Para morrer, basta estar vivo!

       


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe sua opinião aqui